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Fibras não diminuem o risco de câncer no intestino, diz estudo

Atualizado: 15 de dez. de 2025


Fibras não diminuem o risco de câncer de intestino — e o que isso realmente significa


Por décadas, repetimos quase como um mantra: “coma mais fibras para proteger o intestino e reduzir o risco de câncer”. A recomendação fazia sentido — e nasceu na década de 1970, quando pesquisas observaram que populações africanas, com dietas naturais e ricas em fibras, apresentavam taxas muito mais baixas de câncer colorretal.


A teoria parecia perfeita: fibras aumentariam o trânsito intestinal, diminuindo o contato da mucosa com substâncias potencialmente nocivas. Mas a ciência, quando colocada à prova em estudos longos e abrangentes, trouxe uma resposta bem menos romântica.


Um estudo longo e abrangente acompanhou quase 90 mil mulheres por 16 anos, foram registrados centenas de casos de câncer colorretal e mais de mil pólipos, que são lesões precursoras da doença.


Fibras e o e colorretal, o que se sabe?

Fibras não diminuem o risco de câncer no intestino, diz estudo

O que grandes estudos descobriram


Um dos acompanhamentos epidemiológicos mais robustos — com quase 90 mil mulheres monitoradas por 16 anos — trouxe resultados surpreendentes:

  • centenas de casos de câncer colorretal foram analisados;

  • mais de mil pólipos (lesões precursoras) foram registrados;

  • e nenhuma associação real foi encontrada entre maior ingestão de fibras e proteção contra a doença.


Mulheres que consumiam cerca de 25 g de fibras por dia apresentaram praticamente o mesmo risco que aquelas que ingeriam quantidades menores.


Ou seja:fibras não exerceram o efeito protetor que, por décadas, acreditamos existir.


Nem todas as fibras se comportam da mesma forma


Outro ponto curioso:

  • A fibra vinda de vegetais apresentou até um discreto aumento de risco — ainda que pequeno.

  • A fibra vinda de frutas mostrou uma tendência leve de benefício — porém sem relevância estatística.

E o mais importante:o aumento do consumo de fibras não reduziu a formação de pólipos, reforçando que o impacto direto sobre o início da doença é mínimo ou inexistente.

Estudos posteriores confirmaram a mesma lógica — inclusive em mulheres com dietas estáveis ao longo dos anos ou em casos mais avançados.


Então, qual é o papel real das fibras?


Fibras continuam sendo ótimas para o organismo, especialmente dentro de dietas com maior carga de carboidratos, ajudando em:

  • controle glicêmico,

  • funcionamento intestinal,

  • sensação de saciedade.

Mas quando falamos especificamente de prevenção de câncer colorretal, o estudo é claro:


O consumo de fibras não diminui o risco.

A ciência avança, e com ela nossas percepções também precisam evoluir.


Conclusão Sphaira


O valor da boa informação está exatamente nisso: não em dogmas eternos, mas em compreender o que a ciência atual realmente mostra.


As fibras têm seu papel — mas não como blindagem contra o câncer. E essa nuance é essencial para escolhas alimentares mais conscientes, maduras e livres de mitos.


Fonte do estudo original: PubMed (PMID: 16352792)


Isenção de responsabilidade

Este artigo tem caráter informativo e educacional. Não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento médico.



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