Como cuidar da pele oleosa e Mista
- Luh Ribeiro- Jornalista

- 30 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
(Guia Sphaira — Série Tipos de Pele)

A pele oleosa costuma ser vista como “problemática” — mas, na verdade, ela possui uma vantagem biológica importante: envelhece mais lentamente, apresenta mais elasticidade natural e tende a formar menos linhas finas. O desafio está no equilíbrio: o excesso de sebo pode congestionar poros, intensificar o brilho e favorecer a formação de erupções.
Cuidar corretamente da pele oleosa começa pelo entendimento do seu tipo cutâneo. Se você ainda tem dúvidas sobre as diferenças entre pele oleosa, mista, seca e sensível, comece pelo nosso guia Tipos de Pele: por que conhecer a sua é o primeiro passo para um skincare inteligente, que explica como identificar sua pele e evitar erros comuns no skincare.
Assim, estratégia, constância e compreensão dos mecanismos que regulam a produção de óleo, são as chaves.
Renovação inteligente: por que a esfoliação é indispensável
A esfoliação adequada é um dos pilares no tratamento da pele oleosa, pois remove o excesso de células mortas que se misturam ao sebo e bloqueiam os poros.
Existem dois caminhos eficazes:
1. Esfoliação enzimática (a mais indicada)
Formulada com enzimas naturais (como abacaxi, mamão, romã), age dissolvendo a camada superficial de células sem atrito e sem agredir a barreira cutânea.É ideal para promover renovação celular contínua e reduzir a textura irregular.
2. Esfoliação física suave
Pode ser usada desde que não contenha partículas abrasivas como sementes, cascas trituradas ou nozes — agentes que podem causar microlesões invisíveis, piorando inflamações. Versões com microesferas lisas ou polidores dermatológicos são mais seguras e ajudam a uniformizar o tom.
Em algumas pessoas, a pele oleosa também apresenta sensibilidade, especialmente quando submetida a esfoliação agressiva ou produtos muito adstringentes. Nesses casos, vale adaptar a rotina com base nas orientações do artigo Pele Sensível: como cuidar de um dos tipos cutâneos mais reativos.
Manchas escuras e oleosidade: quando a esfoliação previne e trata
A pele oleosa é mais suscetível à hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI) — manchas residuais que surgem após a cicatrização de espinhas. A renovação adequada “polimenta” delicadamente as camadas superiores da pele, acelerando o desbotamento das manchas e revelando uma superfície mais luminosa.
Para quadros de acne moderada ou intensa, é indicado associar um esfoliante com ativos antibacterianos e anti-inflamatórios, que auxiliam na cicatrização e evitam novas lesões.
Hidratação: o passo que muitos ignoram (e pagam o preço)
Existe um mito persistente de que a pele oleosa “não precisa” de hidratação.A ciência dermatológica mostra exatamente o contrário: quando a barreira cutânea está desidratada, a pele ativa mecanismos compensatórios e produz ainda mais sebo.
Hidratantes ideais para pele oleosa devem conter:
Texturas leves (gel, gel-creme ou loções fluídas)
Ativos humectantes como ácido hialurônico e glicerina
Reguladores de oleosidade como niacinamida, zinco PCA ou extratos botânicos seborreguladores
Fórmulas não comedogênicas
Manter a hidratação equilibrada evita o efeito rebote e restaura a função protetora da pele.
Curiosamente, muitos quadros de oleosidade excessiva têm origem na desidratação da pele. Quando a barreira cutânea está fragilizada, a produção de sebo aumenta como mecanismo de defesa. Entenda melhor esse processo no artigo Pele Seca: características, causas e ativos essenciais.
E a pele mista? Como adaptar os cuidados
A pele mista combina duas necessidades distintas: produção excessiva de sebo na zona T (testa, nariz e queixo) e tendência ao ressecamento ou sensibilidade nas laterais do rosto.
O erro mais comum é tratar o rosto inteiro como oleoso, utilizando produtos adstringentes em excesso. Isso costuma ressecar as áreas mais secas e sensibilizar a barreira cutânea, enquanto a zona T responde com ainda mais produção de óleo.
O cuidado ideal para a pele mista é setorizado e equilibrado:
Utilize limpadores suaves em todo o rosto
Aplique ativos reguladores de oleosidade apenas na zona T
Prefira hidratantes leves, mas com boa capacidade de retenção de água
Em áreas mais secas, complemente com fórmulas calmantes ou reparadoras
Com essa abordagem, a pele encontra equilíbrio sem precisar de rotinas complexas ou agressivas.
Independentemente do tipo de pele, a manutenção da barreira cutânea é o fator mais determinante para equilíbrio, viço e resistência. No artigo Barreira Cutânea: o que é e por que ela define a saúde da sua pele, explicamos como preservar essa camada essencial e evitar desequilíbrios como acne, sensibilidade e efeito rebote.







