Flacidez facial: por que acontece e o que realmente melhora
- Luh Ribeiro- Jornalista

- há 11 horas
- 3 min de leitura

Flacidez não surge de um dia para o outro. Ela é o resultado de mudanças estruturais profundas que começam muito antes dos sinais visíveis no espelho.
Antes de buscar qualquer procedimento, é essencial entender o que realmente está acontecendo na anatomia do rosto — porque flacidez não é apenas “pele caída”.
O que é flacidez facial?
Flacidez é a perda de firmeza e sustentação dos tecidos do rosto.
Ela pode envolver:
Pele
Gordura facial
Ligamentos
Músculos
Estrutura óssea
Por isso, tratar flacidez exige compreender qual dessas camadas está comprometida.
Por que o rosto perde firmeza com o tempo?
O envelhecimento facial envolve quatro processos principais:
1️⃣ Perda de colágeno e elastina
A partir dos 25–30 anos, a produção de colágeno começa a diminuir gradualmente.
Com o tempo:
A pele perde densidade
A elasticidade reduz
A sustentação superficial enfraquece
2️⃣ Deslocamento e reabsorção de gordura
A gordura facial profunda diminui e se reposiciona.
Isso causa:
Olheiras mais profundas
Perda de projeção malar
Sulcos mais marcados
3️⃣ Afrouxamento ligamentar
Os ligamentos que sustentam o rosto perdem tensão.
O resultado é:
Queda da linha da mandíbula
Formação de “jowls”
Descenso do terço médio
4️⃣ Reabsorção óssea
Sim, o osso também muda.
Com o tempo:
A órbita ocular aumenta
A maxila recua
A mandíbula perde definição
Isso altera a estrutura que sustenta todos os tecidos acima.
Existem tipos diferentes de flacidez?
Sim — e essa distinção é fundamental.
🔹 Flacidez cutânea (pele)
Relacionada à perda de colágeno superficial. Melhora com estímulo de colágeno e tecnologias.
🔹 Flacidez estrutural (profunda)
Relacionada à perda de suporte ósseo e gordura. Pode exigir reposição de volume.
🔹 Flacidez muscular
Menos comum isoladamente, mas contribui para queda global.
Diagnóstico correto é decisivo.
O que realmente melhora flacidez?
Não existe solução única.
Cada abordagem atua em uma camada diferente.
🔸 Bioestimuladores de colágeno
Como explicamos em nosso guia completo sobre bioestimuladores, atuam estimulando a produção de colágeno na derme profunda.
Indicados para:
Flacidez leve a moderada
Perda de qualidade da pele
O resultado é gradual.
🔸 Preenchimento facial
Quando há perda estrutural significativa, o preenchimento facial pode ser indicado para reposição de volume.
Indicado quando há:
Perda estrutural
Sulcos profundos
Contorno indefinido
Não trata flacidez cutânea diretamente.
🔸 Fios de sustentação
Promovem tração mecânica imediata e estímulo secundário de colágeno.
Podem ajudar em casos selecionados.
🔸 Tecnologias (laser, ultrassom, radiofrequência)
Atuam estimulando contração e produção de colágeno.
Mais eficazes em flacidez leve.
🔸 Cirurgia (lifting)
Indicada quando há excesso significativo de pele e queda avançada.
É a única opção capaz de remover excesso real de tecido.
O que não resolve flacidez
Cremes isolados não reposicionam estruturas profundas
Preenchimento excessivo não substitui lifting
Colágeno oral não reverte flacidez estrutural
Entender limites evita frustração.
A partir de que idade começa?
Não é sobre idade cronológica.
Fatores que aceleram flacidez:
Tabagismo
Exposição solar intensa
Oscilação de peso
Inflamação crônica
Estresse oxidativo
Há pessoas com 35 anos com flacidez avançada e outras com 55 com excelente sustentação.
Estilo de vida também influencia
Além dos fatores estruturais, hábitos diários impactam a qualidade do colágeno.
Embora alimentação sozinha não reverta flacidez estrutural, ela influencia a velocidade com que o processo avança.
Como decidir o melhor tratamento?
A pergunta correta não é:
“Qual procedimento é melhor?”
Mas:
“Qual camada está comprometida no meu caso?”
Avaliação individual é indispensável.
Consideração final Sphaira
Flacidez não é apenas estética — é estrutural.
Tratar apenas a superfície raramente entrega harmonia duradoura.
Compreender o processo é o primeiro passo para decisões conscientes.



