O que é posicionamento e marca pessoal — e por que coerência importa
- Lu P. Barbosa

- 13 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 29 de dez. de 2025

Imagine uma profissional que não cuida daquilo que representa sua própria especialidade.
Uma cabeleireira com o cabelo constantemente maltratado. Uma esteticista que não demonstra cuidado com a própria pele. Um advogado cuja comunicação revela descuido com a linguagem.
Mesmo sem verbalizar, o observador formula uma pergunta silenciosa:se ela não cuida disso em si, por que cuidaria nos outros?
Esse julgamento pode parecer duro — mas é humano. A imagem, o comportamento e a forma de comunicação expressam muito mais do que supomos.
Posicionamento é percepção consistente

Posicionamento não é autopromoção. É a forma como você é percebida ao longo do tempo.
No universo das marcas, posicionamento significa ocupar um lugar claro na mente das pessoas. Uma marca bem posicionada se destaca, gera confiança e cria experiências coerentes.
O mesmo princípio se aplica às pessoas.
Profissionais com posicionamento claro tendem a:
ser mais lembrados
gerar mais confiança
atrair oportunidades alinhadas
construir autoridade de forma orgânica
Isso não se restringe ao mercado de trabalho. Em um mundo cada vez mais digital, todos que possuem presença pública já possuem uma marca pessoal — consciente ou não.
Marca pessoal não é invenção. É gestão da reputação.
O que hoje chamamos de marca pessoal, por muito tempo foi chamado simplesmente de reputação.
A diferença é que, agora, essa reputação é visível, rastreável e amplificada por redes sociais, ambientes profissionais e espaços públicos.
Marca pessoal é, em essência, a soma das percepções geradas por:
o que você comunica
como você se comporta
o que você compartilha
como você se apresenta
quais valores você sustenta na prática
A pergunta central é inevitável:a imagem que você projeta corresponde àquilo que você gostaria que fosse percebido?
Posicionamento não é só para profissionais “de destaque”
Um erro comum é acreditar que apenas líderes, empreendedores ou criadores de conteúdo precisam se preocupar com marca pessoal.
Na prática:
se você tem um perfil público, você comunica
se você comunica, você influencia
se você influencia, você já está posicionada
A diferença está entre posicionamento consciente e posicionamento por omissão.
Valores claros são o ponto de partida
Toda marca sólida — pessoal ou institucional — começa por valores.
Valores funcionam como um norte silencioso. Eles orientam:
o que você publica
como você se veste
os lugares que frequenta
a forma como se comunica
as causas que apoia
Não se trata de criar um personagem ou parecer algo que você não é. Trata-se de consciência nas escolhas públicas.
Quando valores não estão claros, o posicionamento oscila. Quando estão, a coerência se torna natural.
Coerência entre discurso, imagem e ação
Um dos maiores danos à marca pessoal não vem de erros, mas de incoerência.
Quando há desalinhamento entre:
o que se diz
o que se faz
o que se mostra
a confiança se rompe.
Pessoas não exigem perfeição, mas exigem integridade. Elas toleram evolução, mas percebem contradição.
Posicionamento forte nasce quando imagem, discurso e comportamento contam a mesma história.
Para quem você se comunica?
No marketing, fala-se em público-alvo. Na marca pessoal, o conceito é semelhante — mas mais humano.
Perguntas essenciais:
quem você deseja influenciar ou alcançar?
em quais ambientes você quer ser levada a sério?
quem, de fato, observa sua presença hoje?
Essas respostas ajudam a ajustar linguagem, imagem e postura sem perder autenticidade.
Imagem, narrativa e reconhecimento
Toda marca pessoal carrega uma narrativa.
Pelo que você quer ser reconhecida? Qual parte da sua história você escolhe tornar visível? O que você deseja que as pessoas associem ao seu nome?
Quando essa narrativa não é pensada, ela é construída pelos outros — de forma fragmentada.
Aqui, imagem pessoal e marca pessoal se encontram: a imagem sustenta a narrativa; a narrativa dá sentido à imagem.
Leitura complementar recomendada: Imagem pessoal e marca pessoal: como sua presença constrói autoridade |
Posicionar-se é um ato de responsabilidade
Construir uma marca pessoal não é sobre fama. É sobre responsabilidade com o impacto que você gera.
Ter consciência da própria reputação transforma:
a forma como você se apresenta
as oportunidades que atrai
o tipo de relação que constrói
Esse processo exige tempo, reflexão e ajustes. Mas o retorno não é apenas profissional — é também pessoal.
Posicionar-se com clareza é uma forma de viver com mais integridade, menos ruído e mais direção.
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