O Poder Silencioso da Massa Muscular: O Que a Medicina Sabe (e Você Precisa Saber)
- Lu P. Barbosa

- há 12 minutos
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A perda de massa muscular deixa de ser apenas uma preocupação estética para se tornar um marcador decisivo de saúde. Uma análise publicada no American Journal of Clinical Nutrition (2014) evidenciou que o déficit de massa magra pode ocorrer em qualquer fase da vida — e está associado a maior risco de mortalidade por todas as causas, além de maior incidência de doenças metabólicas e cardiovasculares.
A musculatura participa de muito mais do que postura, equilíbrio e movimento. “O tecido muscular exerce funções metabólicas profundamente relevantes”, explica a endocrinologista e nutricionista Begonha Molina, do Hospital de La Princesa (Madri).
O músculo e sua relação com a resposta imunológica

Quando a massa muscular diminui, o organismo perde parte de sua capacidade de regular glicose, inflamação, força funcional e até resposta imunológica.
Os números confirmam essa relevância: 63% dos pacientes que chegam à UTI apresentam baixa massa muscular, e a proporção é ainda mais alta entre pessoas acima dos 65 anos.
A baixa reserva muscular também interfere diretamente na recuperação hospitalar: pacientes que entram em cirurgia com menor massa magra apresentam mais complicações pós-operatórias, cicatrização mais lenta e permanência hospitalar prolongada.
"Ter Músculos trabalhados é um seguro de vida" - autor desconhecido
O cenário oposto também é verdadeiro. Pessoas com maior quantidade de massa muscular demonstram recuperação significativamente mais rápida em casos de traumatologia e procedimentos cirúrgicos, reforçando o papel crítico do músculo como um indicador de saúde e longevidade.
Em um panorama em que o envelhecimento saudável se torna prioridade global, preservar e desenvolver massa muscular não é apenas recomendação — é estratégia essencial para qualidade de vida. Motivos não faltam para colocar o músculo no centro da saúde.







